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Viagem pela América do Sul - Jan/2010
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VIAJEM PELA AMÉRICA DO SUL

Jacson Padilha – Heritage Softail Classic e Luiz Alberto Weinfurter – Honda Shadow

 

Dia 08 janeiro (sexta) – 1º DIA - Saimos de Canoinhas por volta de 8 da manhã, da oficina Salomon, onde estavam o Nani, Polaco, Juninho, Junior, Jaco, Berninho e Jef, para se despedirem. Pegamos a estrada com destino a Lages, parando em Sta Cecilia para abastecer. Rodamos aproximadamente 580 km ate Novo Hamburgo, onde encontramos os amigos do MC CAMBONAS DO ASFALTO, QUE CEDERAM GENTILMENTE o SUA SEDE PARA pernoite e nos levaram para saborear uma picanha na tábua. Turma boa e muito atenciosa. Dormimos na sede.. Neste dia 580 km percorridos..

 

 

Dia 09 de janeiro (sábado) – 2º DIA -  Saimos cedo de Novo Hamburgo, com uma garoa, e destino ao Chui. No camino, em Pelotas, encontramos um motociclista mineiro de Belo Horizonte, o Flávio, que com sua Harley Dyna, também ia pra lá...seguimos juntos passando pela reserva do Taim, que é um verdadeiro espetáculo, com muitos animais que são protegidos com cerca, e mesmo assim vários vem para a estrada e são mortos por carros e caminhões. Encontramos várias capivaras mortas na estrada. Chegando no Chui, conseguimos uma pousada a bom preço e depois de nos instalarmos fomos a avenida que divide o Brasil e Uruguai, fazer cambio de moeda e tomar umas patricias(cervejas). Lá pela 1 da manha fomos dormir.....650 km percorridos

 

Dia 10 de janeiro (domingo) 3º dia - Saimos do Chui com muita chuva e fomos para a Aduana, e lá encontramos um casal que viajava com uma Marauder. Era Luiz Milani e Marluz, da cidade de Sertãozinho(SP). Seguimos juntos e logo a chuva parou. Tocamos até Punta de Leste, onde entrando pela costa, fomos até em frente a marina da cidade e almoçamos. O almoco mais caro até aqui. So pra ter uma ideia o cafezinho, e não era cheio, custou 7 reais cada. Mas tudo bem, batemos fotos na cidade do Amari Junior e prosseguimos para Montevideu. No caminho, a beira da estrada,, encontramos 4 motociclistas de Brasilia. Era o grupo  OS BÉ.....integrado também por um Bode do Asfalto. Cesar, Luiz, João ( Negão) e o Marcos, cunhado do Negão...Galera boa e animada, conversam mais que o pica pau...seguimos para Montevidéo e nos perdemos dos BÉ, pegamos um hotel no centro da cidade, e como de costume saimos para um lanche  uns chopps na praça central..Muito agradavel....400 km percorridos.

 

Dia 11 janeiro (segunda) – 4º dia - Depois de uns passeios por Montevidéo, fomos até a revenda Harley, pois a moto do Flavio estava com um barulho. E seguimos viagem para Colonia de Sacramento, onde almoçamos uma Parrila.  Flavio resolveu ficar mais um dia na Capital do Uruguai, e o casal Luiz a Marluce seguiram em horario diferente do nosso. Depois do almoço fomos até o Buque Buss que faz a travessia até Buenos Aires. Conseguimos por milagre a passagem, cara demais 111 dolares por pessoa e moto. Pegamos o Buque as 8 da noite horario local. No Buque novamente nos encontramos com a galera de Brasilia e foi uma travessia bem agradável e bem bonita, apesar de demorada. 3 horas para passar. Chegamos em Buenos Aires e conseguimos um bom hotel no centro da capital Argentina. Algumas cervejas e fomos dormir. No Dia seguinte, o Luiz foi trocar o óleo da Shadow e demos um passeio pela cidade, parando próximo ao Obelisco, centro, onde, num barzinho, conhecemos Holandeses que davam apoio a uma equipe do Rally Dakar, também conhecemos os iraquianos e Colombianos. Os Bé seguiram no mesmo dia para Mar Del Plata...A noite assistimos um show de tango e fomos dormir. Era o 5º dia.....220 km percorridos entre asfalto e mar.

 

Dia 13 de janeiro (quarta) – 6º dia - Este sem dúvida, até agora, foi o dia mais dificil da viagem. Partimos pela Ruta 3 para Bahia Blanca. Além de uma saída complicada de Buenos Aires, numa rodovia, onde retas chegavam a mais de 100 km e um vento forte, a moto do Luiz ficou duas vezes sem gasolina, pois devido ao vento as motos passaram a consumir muito mais, O Luiz tinha uma corda de naylon, e pude rebocá-lo, uma vez 15 km e outra cada 100 km....mesmo rebocado, chegamos até a ultrapassar caminhão. Enquanto rebocava a moto do Luiz, apreciava as belas plantações de girassóis às margens da rodovia. Apesar das dificuldades chegamos em Bahia Blanca no final da tarde, por volta das 8 horas. Achamos um hotel e depois de passear pela cidade e saborear uma pizza e um belo macarrão, fomos dormir...670 km percorridos..

 

Dia 14  de janeiro ( quinta)- 7º dia - Saímos de Bahia Blanca, e quando abastecíamos as motos, por pura coincidência, encontramos novamente os Bé que chegaram no mesmo posto...Foi muito legal, pois haviamos decidido nao ir até o Ushuaia, por causa da gasolina, que havia trechos ate 300 km sem combustivel e resolvemos seguir viagem com eles até Neuquem, na Patagônia. Estamos novamente em 6 motos...percorremos neste dia 580 km e apos uma voltas pela cidade, umas pizzas e cervejas fomos dormir.

 

Dia 15  de janeiro (sexta)- 8º dia - Saimos de Neuquem, com destino a Bariloche...estradas muito boas e mais próximo de Bariloche, o visual espetacular, com lagos e curvas maravilhosas....Passamos por Piedra de Aquila, lugar muito bonito e agradável. Passamos também por Villa Regina, que tem um Rio junto ao parque Municipal, onde a Secretaria de Turismo da cidade, uma gorducha,  porém muito simpática, que nos convidou para acamparmos no parque. Agradecemos e seguimos viagem, chegando a Bariloche no final da tarde, cansados mas felizes com o belo trajeto que fizemos. Chegando na cidade, Luiz e o pessoal de Brasilia, ficou esperando na avenida costanera e eu fui em busca de uma Cabana para nos instalarmos. Achei a cabana La Calleta, e após nos instalarmos eu e o Luiz fomos às compras no mercado local, fizemos uns bifes de choriso e muitas quilmes, Visual espetacular da cabana, frente para a Cordilheira junto ao super lago da cidade. Depois de umas Quilmes muitos papos e contatos com a familia por notebook , fomos dormir....450 km percorridos.

 

Dia 16 de janeiro (sábado) – 9º dia... Ficamos em Bariloche para passeios....  Visitamos vários points em Bariloche, como o Cerro Otto e o Campanário….visual magnífico... a noite como estava muito frio, fiz uma Canja de Pollo (frango) 100 km percorridos

 

Dia 17 de janeiro (domingo)– 10º dia…..Partimos de Bariloche com destino ao sul do Chile. Na aduana Argentina após Villa Angostura, encontramos um motociclista Chileno, o Raul, que nos acompanhou até Osorno. Quando chegamos, vimos uma grande agitação na cidade. Pessoas em carreatas e muitas bandeiras. Era pela eleicão do novo presidente do Chile, o Pinera.. Chegamos até a participar da carreata e buzinaço. Após nos instalarmos num hotel, fomos tomar cervezas artesanais e comer umas pizzas….que aliás estavam excelente, ambas….o Raul ficou encatando com a Harley, e dizia a todo momento…”mi sonhio” é ter umas dessas….na volta para o hotel deixei o chileno pilotar minha moto. Ele parecia uma criança tal sua alegria em poder pilotar uma Harley….chegou a se ajoelhar para mim, agradecendo…..Um cara muito legal o Raul, ficou com a gente o tempo todo…..neste dia….350 km rodados…

 

Dia 18 de janeiro (segunda) – 11º dia – O Raul nos acompanhou até o km 20 da RUTA 5 , Panamericana, e fomos até Puert Montt. Pegamos um pouco de chuva, mas nada que atrapalhasse a viagem. Passamos o Ferry Boat até Ilha Chiloe e seguimos até Castro…La chegando, achamos um hotel, bom e barato. Fomos ao mercado municipal, onde havia muito artesanto a preço muito bom.  Após o jantar a base de peixe e carne fomos dormir, pois estava muito frio e para sair a noite ficava complicado, além do que estavamos muito cansados….400 km percorridos neste dia.

 

Dia 19 de janeiro (terça) – 12º dia…. Saimos de Castro e voltando, fomos até Puerto Varas, com destino ao Vulcão Osorno, o mais famoso do Chile. Entramos em Ensenada e fomos até a base do Vulcao….Fotos e mais fotos e subimos de moto até a metade do vulcão…dai para FRENTE subimos de Teleférico até as neves do Osorno. Espetacular…o visual magnífico e muito frio….O pessoal de Brasília ficou muito encantado, pois não conheciam neve. O Luiz também…..Valeu a pena o dia….Voltamos do Vulcão e partimos pata Valdivia, a esquerda da Ruta 5…Chegamos no início da noite, cansados mais felizes pelo excelente dia que passamos. Ficamos na mesma cabana que fiquei em 2007, simples, porém barata e aconchegante. Fomos ao mercado comprar comida e voltamos para jantar, bife arroz e ovos….Muito bom……neste dia 510 km percorridos…..

 

Dia 20 de janeiro (quarta) -13º dia……Ficamos em Valdivia…CONHECENDO A CIDADE e passeando pelos rios já que a cidade fica na região dos Rios. Compramos Salmão no Mercado Publico a 5 reais o kilo. Aproveitamos para descansar, pois no dia seguinte teremos que prosseguir até Santiago. Motos paradas o dia inteiro...

 

Dia 21 de janeiro (quinta) –  14º dia - Saímos de Valdivia pelas 9 da manhã e seguimos pela Rodovia Panamericana passando por varias cidades. Desviamos o Vulcao Vilarrica em Pucom, pois já haviamos visto o Osorno, o que já bastava. Muitos pedágios pela RUTA 5, a 2 reais cada moto. Após 880 km chegamos a Santiago. Com muito calor e cansados e após muitas tentativas conseguimos um bom hotel no bairro Providencia a 35 dolares cada um. Saimos a noite para jantar e fomos dormir…..até agora já havíamos rodado 5.700 km

 

Dia 22 de janeiro (sexta) –  15º dia - Tomamos café e saímos….passamos Numa Loja para comprar um pneu para o Marcão de Brasilia, e aproveitei para comprar óleo para minha moto para trocar posteriormente. Em seguida.fomos para Vina del Mar e Valparaíso…curtimos um pouco a costanera e almoçamos…..na volta a moto do Luis quebrou o cabo da embreagem e tive que rebocá-lo novamente. Conseguí achar um cabo e adaptamos na moto e deu tudo certo. Apesar deste problema o dia foi muito bom, pois o tempo colaborou bastante. Voltamos a Santiago e fomos a um restaurante para um brinde com chopp e Bife de chorizo….Rodamos neste dia aproximadamente 250 km.

 

Dia 23 janeiro – (sábado) 16º dia - Saimos todos os seis para a Cordilheira dos Andes, subindo os Caracoles para a Aduana Argentina. Como o Luiz não conhecia esta parte, aproveitamos para nos despedir dos Brasilienses, que seguiram viagem para a Argentina e Brasil, via Mendoza. Eu e o Luiz voltamos e pegamos a Ruta 5, PANAMERICAMA, com destino a La Serena. No caminho conhecemos um motoquero chileno que nos falou de um Encontro de motos na cidade de La Callera. Aproveitamos e fomos dar uma olhada na festa. Era o 7º encontro do Moto Clube Condor, que festejava o BICENTENARIO do Chile. Fomos muito bem recebidos pelo pessoal, que fez aquela festa para nós. Participamos do passeio com todo o pessoal do evento.Ganhamos camisetas, mini banners, chaveiros, certificados e até cachimbos…imaginem. Até no microfone do evento eu falei a convite dos organizadores. Fui chamado ao palco, e convidei o Luiz para subir ao palco, chamando-o de “Luizinho”. Foi uma gargalhada só da galera do evento, pois lá “Luizinho”. Depois fomos entender que este  é o apelido que se dá aos “viadinhos”.  Enfim, estava tão bom que resolvemos dormir na cidade. Valeu a pena mesmo. Neste dia rodamos 400 km.

 

Dia 24 janeiro (domingo) – 17º dia – Saimos de La Callera pela manhã, com destino ao Atacama, Estradas perfeitas, retas intermináveis, mas um visual excelente. As motos rodavam perfeitas, sem nenhum problema, apenas a shadow do Luiz falhava de vez em quando.. Almoçamos na estrada e seguimos até a cidade de Copiapó. Dormimos nesta cidade. Uma cidade feia com poucos hoteis e caros…nãoo encontramos nenhum bar decente para tomar umas cervejas….compramos umas latinhas no mercado e pastéis sem recheio, só a massa….mas enfim deu para enganar o estomago….. Rodamos neste dia 750 km

 

Dia 25 janeiro (segunda) – 18º dia – Saimos cedo em direto ao Deserto do Atacama, passando por algumas cidades pequenas, mas muito bonitas, a exemplo da Bahia Inglesa, onde pescam carangueijos gigantes, com cerca de 40 cm só o corpo, fora as garras. Quando chegamos ao Deserto uma paisagem incrível. Nunca estive na lua ou em marte, mas a paisagem do deserto é bem parecida com o que vejo em revistas e internet. Muito calor e muito vento lateral. As motos chegam a inclinar na Ruta 5, Panamericana. Rodamos bastante, parando para conversar com camioneiros que carregavam máquinas gigantescas para extração de minérios e conservação da Ruta. Depois de muitos kilometros chegamos a famosa MANO DEL DESERTO, escultura situado 70 km antes de Antofagasta,. Tiramos algumas fotos e seguimos para Antofagasta, que preferimos não pernoitar, seguindo direto para Mejillones, onde chegamos por volta de 8 da tarde.

( Lá anoitece por volta das 10, 11 no Brasil). Foi uma dificuldade para achar onde dormir, pois todos os hotéis estavam lotados. É uma cidade onde existem muitos trabalhadores do Porto e também nas minas de extracão de cobre, ouro e outros minerais. Conseguimos uma pequena pousada, desconfortável para caramba, mas para dormir foi o suficiente. Antes, claro, bem a frente da pousada havia um bar. El Rincon de La Loba. Tomamos algumas Cristales comemos um pescado e para caminha. Neste dia Rodamos 680 km….

 

Dia 26 janeiro (terça) – 19º dia – Saimos pela manhã deMejillonnes, e a idéia era ir até Machu Pichu, mas através da TV e Internet soubemos que havia acontecido uma grande chuva por lá e Cuzco e Machu Pichu estavam isoladas. Resolvemos abortar a idéia e tocamos por uma estrada dentro do deserto do Atacama, com pouquíssimos veículos transitando, apenas minas e mais minas de extração mineral, e retas de kilometros em kilometros. O vento era muito forte e arrastava a areia para a pista, tornando a viagem de uma certa forma, perigosa. Tocamos até Calama, onde trocamos o óleo das motos. O mecânico era meio atrapalhado mas foi eficiente e fez o serviço. A dona da loja foi muito legal e serviu até pudim para nós. Seguimos até San Pedro do Atacama, passando por trechos simplesmente maravilhosos, ao lado do Vale de La Luna, fotogrando e chegando quase a noite. San Pedro é uma cidade no meio do deserto,  estilo Parati no Rio. Antiga com construções a base do material do deserto, enfim, simples mas bonita. Com muitos bares e hostales. Muitas coisas bonitas para se ver em São Pedro. Conseguimos uma pousada a 55 reais cada um, simples, mas aconchegante. Jantamos uma pizza muito boa, tomamos umas cervejas e cama….Rodamos neste dia 420 km

 

Dia 27 janeiro (quarta) – 20º dia – Ficamos em San Pedro do Atacama para conhecer os pontos turísticos da cidade.. Acordamos as quatro da manhã para pegar uma Van e percorrer 100 km até o Vulcão El Tatio, onde tem os Geiseres. Eles só entram em erupção as 7 da manhã e por um tempo determinado somente. Chegamos ao cume pelas 6 da manha, com 6 graus negativos. Foi sensacional….no deserto é assim…de dia chega a 50 graus o calor, e na madrugada até 10 graus negativos. Ficamos por lá visitando outros lugares bonitos e voltamos ao meio dia para a pousada, eu pelo menos super cansado. Tomei um banho gelado e um descanso….o Luiz saiu para tomar cerveja, quase acabou com o estoque da cidade. Descansei bem ea tarde fomos ao Vale de La Luna, para um passeio com as motos. Muito bonito mesmo. Voltamos a cidade batemos um papo com motociclistas de Telemaco Borba, que também pensavam em ir para Machu Pichu, mas em consequência das fortes chuvas por lá, desistiram e foram  fazer o trajeto inverso que  fizemos e talvez passem por Canoinhas na volta.  A noite fomos tomar umas cervas e comer alguma coisa. Cama, pois sairemos cedo amanha pelo Paso de Jama, em direção a Argentina. Operacao RETORNO. Rodamos apenas 100 km passeando pela cidade e arredores..

 

Dia 28 janeiro ( quinta) – 21º dia – Saimos cedinho de São Pedro do Atacama em direção a Aduano Chilena que fica a uns 10 km da cidade. Muita gente na fila, mas em meia hora tudo estava resolvido. Pegamos as motos e tocamos então para o Paso de Jama, uns 110 km onde fica a Aduana Argentina. Foi aí que o frio nos pegou. Trechos em cima da montanha que chegaram a 5 graus negativos, mas com sensação térmica de 10 negativos. A moto do Luiz rodava falhando muito devido a altitude que chegou a 5.000 metros acima do nível do mar. Tínhamos que parar mais frequentemente devido ao frio. Foi aí que o calor do motor da Harley fez sucesso. Enquanto no calor do deserto, o motor esquentava demais as pernas, no frio da montanha, o calor amenizava o frio das mãos e dos pés. No caminho a beira de lago, com muitos Flamingos, duas chilenas com uma camionete com guia e motorista, tomavam o “Desayuno” (Café da manhã) a beira da estrada. Paramos e fomos bem recebidos, inclusive com café e chá de coca para diminuir a sensação de falta de ar causada pela altitude. Chegando a aduana argentina, poucos minutos e estávamos liberados. Tomamos mais um café e um pedaço de pizza e começamos a andar novamente. Subimos mais um pouco até a Grande Montanha, e mais frio e neblina, mas um visual magnífico. Causava um misto de admiração pela beleza das montanhas e ao mesmo tempo MEDO pela altitude. Realmente é sensacional “ EL CAMINO DE LA MONTANA”....CURVAS E MAIS CURVAS, com óleo na pista e pedregulhos que caem dos grandes paredões e também pelos caminhões. Foi um dia cansativo, mas gratificante pelo visual da região. Descemos toda a montanha e fomos até São Salvador de Juy Juy. Paramos para abastecer, e orientados pelo dono do posto, desviamos a cidade de Salta, indo dormir numa cidade chamada METAN, muito acolhedora e pegamos um hotel muito bom, a 120 pesos argentino, cerca de 60 reais para dois. Barato mesmo....na frente do hotel um barzinho simpático, onde tomamos 4 quilmes de litro e um lanchinho esperto. Lá pela uma da manha fomos dormir, pois no seguinte um grande trecho e com muito calor nos esperava. Neste dia Rodamos 670 km, apesar do tempo perdido com aduanas e paradas por causa do frio.

 

Dia 29 janeiro (sexta) – 22º dia – Saimos de Metan e nossas motos começaram a engolir kilometros as 7:30 da manhã...Neste horário já sentíamos um certo calorzinho e imaginávamos o que nos esperava. Estrada ruim, com muitos calombos e depressões e lá pelas 10 da manhã o sol estava muito quente. Iniciamos rodando 100 km a cada parada, mas fomos diminuindo a medida que o calor aumentava. O calor nos pegou mesmo a partir do meio dia e toda a tarde, chegando a uns 50 graus. Foi realmente o pior dia da viagem...superando até o trecho que sitei anteriormente. Retas intermináveis, calor insuportável, mas tínhamos que seguir....era a Provincia Del Chaco, com muitas fazendas de gado e banhadões, e foi neste trecho que pegamos o maior numero de borboletas. Muitas borboletas mesmo, foi aí que agradeci mais uma vez, o fato de minha moto ter uma bolha grande, pois graças a ela quase não peguei os insetos em meu peito. Seguimos até Resistência e Corrientes, desistindo de dormir nesta cidade por ser grande e complicado para achar hotel. Passamos “derecho” e fomos até a cidade de Itá Ibaté, as margens do Rio Paraná. Achamos um excelente hotel e muito barato. O Hotel Piedra Alta, é usado por grupo de pescadores e muito bom. Pretendo voltar lá para uma pescaria. O Dono, Sr. Coco, muito simpático nos acolheu e pegamos um apartamento com ar condicionado, bom banheiro por 35 reais cada um. Deixamos as bagagens e saímos para comemorar mais um dia de boa viagem. Fiquei sabendo que o Flávio, o mineirinho, havia passado ali, dois dias antes. Neste dia rodamos 910 km...puxado mesmo...mas compensado pela bela recepção nesta simpática cidade.

 

Dia 30 janeiro (sábado) – 23º dia – Penúltimo dia da viagem. Dormimos bem.,..café da manhã à beira do Rio Paraná....dia bonito..e......muita vontade de chegar em casa....estavámos a 1.000 km de Canoinhas, aproximadamente....saímos pela manhã em direção a Dionisio Cerqueira...a principio íamos entrar por Foz do Iguaçu, mas abortamos a idéia por causa da falta de tempo. Tocamos direto e na cidade de Eldorado e encontramos um casal de Floripa, o Clênio, funcionário da Celesc , que estava voltando de Machu Pichu...escaparam da chuva por um dia...Seguimos juntos até Dionisio Cerqueira, fizemos a Aduana e nos despedimos, pois eles iam para São Miguel do Oeste e nós para Pato Branco....Chegamos em Pato Branco, nos hospedamos e saímos para jantar, um belo bife acebolado, arroz, feijão e salada, pois no Uruguai, Argentina Chile não encontramos esse tipo de maravilha... e.....claro tomar umas “SKOLS”.pois até então só Quilmes, Cristal Stella, Budweiser, Heinequen e outras....No restaurante encontramos com o Ulisses e mais um amigo, que são Brazil Riders e também do Old Duck, da simpática Pato Branco. Nos receberam muito bem e até pagaram nossa janta. Batemos altos papos e fomos pra caminha..cansados, mas realizados, afinal faltava 320 km pra chegar em casa....neste dia rodamos 650 KM......

 

Dia 31 janeiro (domingo) – 24º dia – Depois de contatos telefônicos com as esposas e amigos de Canoinhas, tocamos de Pato Branco “derecho” a Canoinhas. Minha preocupação era com o trecho até nossa cidade, pois é comprovado que no primeiro e último dia de uma grande viagem, é que acontecem mais acidentes. Rodamos tranqüilos, mas o Luiz parecia que havia tomado um café da manhã diferente. Estava com pressa de chegar, com saudade dos filhos e da esposa também, é claro. Passamos por  Clevelandia, Palmas, União da Vitoria....e ao meio dia chegamos a nossa cidade, onde fomos recebidos por familiares e amigos na AABB, com almoço e mais uma cervejas. Muitos abraços, beijos, relatos, vídeos....e lá pelas quatro da tarde fui para casa.....descansar....foram 10.500 km de muita adrenalina, alegrias pelos amigos encontrados pelas “ Rutas Uruguaias, Argentinas e Chilenas. Queremos agradecer em primeiro lugar a Deus, que temos certeza, sempre esteve conosco, a seu filho Jesus, a meu guia espiritual Pai Quinca, me avô, e também a meu filho Kaike, que lá de cima, tenho certeza, cuidaram de nós, mostrando o caminho a seguir...e seguimos bem...e também a todos os familiares e amigos de Canoinhas e outras cidades, que torceram pelo sucesso da nossa empreitada....neste dia rodamos 320 km...

 

AGRADECIMENTOS A TODOS E ATÉ A PROXIMA.....SE DEUS QUISER ...E ELE HÁ DE QUERER.....

 

Para ver as fotos da viagem, entre na seção Fotos.

 
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